É possível falar em alta performance sustentável sem falar sobre sono?
Realizei uma palestra corporativa online para a ExxonMobil, dentro do programa Culture of Health, abordando a relação entre sono, saúde mental, produtividade, fadiga e desempenho profissional.
O encontro reuniu simultaneamente colaboradores de três sedes da empresa, criando uma oportunidade de discutir como a qualidade do sono pode impactar não apenas a saúde individual, mas também o funcionamento das equipes e a construção de uma cultura organizacional mais saudável e sustentável.
Dormir mal também aparece durante o expediente
A privação e a má qualidade do sono não terminam quando o despertador toca.
Seus efeitos podem acompanhar o profissional ao longo de todo o dia, comprometendo atenção, concentração, memória, tomada de decisões, regulação emocional e capacidade de lidar com situações de pressão.
Em ambientes de alta exigência, a fadiga também merece atenção pelo seu potencial impacto sobre desempenho e segurança.
Durante a palestra, discutimos ainda um problema muitas vezes silencioso dentro das organizações: o presenteísmo.
É quando o colaborador está fisicamente presente no trabalho, mas não consegue entregar todo o seu potencial por cansaço, sonolência, estresse ou problemas de saúde.
Também abordamos o absenteísmo e como distúrbios do sono não reconhecidos, jornadas inadequadas e privação crônica de sono podem contribuir para pior qualidade de vida e desempenho profissional.
Saúde mental e sono: uma relação de mão dupla
Outro ponto importante foi a relação entre sono e saúde mental.
Estresse e ansiedade podem prejudicar o sono. Ao mesmo tempo, noites repetidamente ruins podem afetar o humor, a tolerância ao estresse e o equilíbrio emocional.
Por isso, dentro de uma verdadeira cultura de saúde, o sono não deveria ser tratado apenas como uma questão pessoal que começa quando o colaborador chega em casa.
Ele também faz parte da discussão sobre bem-estar, prevenção, saúde ocupacional e performance sustentável.
Como transformar conhecimento em hábitos?
Mais do que apresentar conceitos, procurei levar aos colaboradores estratégias aplicáveis à rotina real de trabalho.
Conversamos sobre regularidade dos horários, exposição à luz, atividade física, cafeína, alimentação, uso de telas, estratégias de desaceleração e reconhecimento dos sinais de que pode existir um distúrbio do sono.
A mensagem central é simples:
Cuidar do sono não significa produzir menos. Significa criar condições para produzir melhor — e de maneira sustentável.
Empresas investem em tecnologia, processos, capacitação e desenvolvimento de pessoas. Mas existe uma pergunta que também merece espaço dentro das estratégias de saúde corporativa:
Como estão dormindo as pessoas que fazem tudo isso acontecer?
Participar do Culture of Health da ExxonMobil foi mais uma oportunidade de levar a Medicina do Sono para dentro do ambiente corporativo, aproximando ciência e rotina profissional.
Porque investir em sono é também investir em pessoas, saúde mental, segurança, produtividade e qualidade de vida.
Dr. Fernando César Mariano
Otorrinolaringologista | Área de Atuação em Medicina do Sono
Palestrante sobre Sono, Fadiga, Saúde Mental e Produtividade nas Empresas
Palestras corporativas para empresas, SIPAT, semanas de saúde, programas de qualidade de vida, saúde ocupacional e eventos empresariais.

Está dormindo mal?
Marque uma avaliação comigo e vamos descobrir juntos o que está atrapalhando seu sono.
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